alterações de olfato

Alterações de olfato: quais podem ser as causas?

Você sabia que o primeiro sentido a se desenvolver, quando o feto ainda está em formação, é o olfato? Este importante sentido nos ajuda em muitas atividades do cotidiano, como sentir o sabor dos alimentos e identificar alguns perigos. Por isso, indivíduos com alterações de olfato devem procurar um médico especialista para entender as possíveis causas do problema e as possibilidades de tratamento.

Quais tipos de alterações de olfato existem?

As alterações no olfato podem ser diversas. Sendo assim, podemos classificá-las como: anosmia, hiposmia, cacosmia, parosmia, hiperosmia, fantosmia e agnosia.

A anosmia e a hiposmia estão relacionadas à ausência total ou diminuição do sentido, respectivamente. O primeiro caso, também conhecido como anosfrasia, pode ser temporária ou permanente. A hiposmia é a perda moderada e parcial da sensibilidade olfativa. Ela é, normalmente, tida como resultado secundário de uma condição de saúde temporária, como uma sinusite, por exemplo.

Cacosmia é o nome dado a um distúrbio que, inesperadamente, faz com que o paciente desenvolva atração ou desejo por aromas desagradáveis ao senso comum. Além disso a cacosmia também pode se referir a percepção de cheiros desagradáveis que apenas o indivíduo percebe (cacosmia subjetiva) ou que outras pessoas ao seu redor perceberam (cacosmia objetiva). A parosmia afeta a capacidade de análise dos odores. Para os pacientes com essa alteração de olfato, portanto, tudo tem o mesmo cheiro ou não tem cheiro algum.

Hiperosmia está na outra ponta do espectro da hiposmia. Pacientes afetados por ela, apresentam, acima de tudo, uma capacidade exacerbada de sentir e identificar aromas. A fantosmia faz com que o paciente sinta odores desagradáveis que não existem e a agnosia limita a capacidade de distinguir e verbalizar uma sensação odorífera.

Quais podem ser as causas das alterações olfativas?

Apesar de serem diversos os tipos de alterações olfativas, as causas, em sua maioria, podem ser agrupadas de maneiras comuns a todas elas. Geralmente, conseguimos caracterizar os problemas ou situações que levam às alterações em três grupos:

  • condutivos;
  • sensoriais ou;
  • traumáticos.

Causas condutivas

O problema condutivo é causado por alterações na anatomia das estruturas nasais. Assim, o desvio de septo e os pólipos nasais são as origens mais recorrentes. Nesses casos, o odor não consegue chegar às terminações olfativas em função da obstrução nasal, não permitindo a identificação do cheiro.

Causas sensoriais

É classificada como sensorial a causa que vem de uma lesão do epitélio olfatório, que são as pequenas terminações do nervo responsável pela captação e transmissão dos odores até o nosso cérebro. Esse processo pode ser causado por infecções por vírus ou bactéria, ou ainda por compressões por tumores.

Causas traumáticas

Lesões traumáticas cerebrais, como acontece em um traumatismo craniano podem levar a problemas como lesões do nervo olfatório, do córtex cerebral responsável pelo processamento da informação dos odores e obstruções das cavidades nasais. A avaliação de pacientes após traumatismo cranioencefálico (TCE) mostrou que de 5% a 7% de todos os traumas apresentaram anosmia.

Existem também outras situações graves que podem desencadear uma alteração no olfato. Doenças degenerativas, como o mal de Parkinson ou de Alzheimer, são reconhecidas por desenvolverem desordens neurológicas nos seus pacientes.

Da mesma forma, pessoas que sofram com tumores cerebrais também podem apresentar distúrbios em sua capacidade olfativa. Por isso, caso você, ou alguém do seu círculo, perceba sinais parecidos com os dessas alterações de olfato, é importante procurar um especialista para avaliação.

Quer saber mais? Estamos à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficaremos muito felizes em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do nosso trabalho com otorrinolaringologia em São Paulo!

 

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